Aprendendo a aprender

Estou fazendo um curso com Jim Kwik, chamado Kwik Student, e uma aula com Brain Johnson, chamada Learning 101. Quero aprender italiano e metalinguisticamente, aprender a aprender, para repassar as técnicas para meus alunos.

Duas ou três dicas que já estou aplicando:

Dica de estudo #1: Evite a”Ilusão de fluência” (ler várias vezes e achar que sabe)!
Crie “disfluência”. Tente escrever o que aprendeu. Ou vá caminhar e repita o que estudou.
Ou crie cartões de estudo com a matéria.

Dica de estudo #2: se tiver 3 horas para estudar um assunto, 3 seções de 1 hora rendem MUITO MAIS que 1 seção de 3 horas.

Mais dicas:

regue-o-cerebro

ilusao-de-fluencia

dica-1-recuperacao-ativa

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Craque mesmo é quem pesquisa

É muito fácil dar a etimologia (origem, do grego “etimon” verdade, e “logia” estudo) de uma palavra. Fácil, falso e errado. Se você tiver a pachorra de ir procurar a origem de “craque” (no sentido que é usado em futebol, um exímio desportista e em geral, como alguém muito capaz), por exemplo, vai encontrar até galvões buenos (mas, na etimologia, muy malos) da vida escrevendo coisas como

“Quando as pessoas perceberam que haviam jogadores de futebol que faziam coisas incríveis em campo, precisavam de um adjetivo para se referir a esses jogadores. O que esses jogadores faziam era INCRÍVEL, assim como uma certa ‘pedrinha’ que as pessoas usavam que proporcionava uma sensação que também era INCRÍVEL. Então as pessoas fizeram essa associação, o jogador INCRÍVEL assim como o prazer INCRÍVEL da ‘pedrinha’ FONTE: Quem me contou foi o pescador / Galvão Bueno O Mais Clubista e Fanático”

Ou

“Craque, No turfe, os ingleses chamavam o melhor cavalo do páreo de crack-horse. O futebol copiou o termo e passou a designar de crack os melhores jogadores. Fonte(s):http://blog.tribunadonorte.com.br/ricard…”

Mas, se você resolver não dar ouvidos a anedotas bonitinhas (e erradinhas) e pesquisar em fontes confiáveis, como webster.com, chegará ao “etimon”.

Did You Know?

The late 19th-century pairing of crack and jack to form crackerjack topped off a long history for those words. Cracker is an elongation of crack, an adjective meaning “expert” or “superior” that dates from the 18th century. Prior to that, crack was a noun meaning “something superior” and a verb meaning “to boast.” (The verb use evolved from the expression “to crack a boast,” which came from the sense of crack meaning “to make a loud sharp sound.”) Jack has been used for “man” since the mid-1500s, as in “jack-of-all-trades.” Crackerjack entered English first as a noun referring to “a person or thing of marked excellence,” then as an adjective. You may also know Cracker Jack as a snack of candied popcorn and peanuts. That trademarked name dates from the 1890s.

Para os lusófonos:

Você sabia?

O final do século 19 nos trouxe a junção de crack e jack para formar crackerjack, completando a longa história dessas palavras. Cracker é um alongamento de crack, um adjetivo que significa “experto, perito” ou “superior”, datando do século XVIII. Antes disso, crack era um substantivo significando “algo superior” e um verbo, “vangloriar-se” (O uso verbo evoluiu a partir da expressão “estalar um orgulho”, que veio do sentido de crack de “produzir um som agudo e alto – um estalido.” ) Jack tem sido usada para “homem” desde meados dos anos 1500, como em “jack-of-all-trades” – “(homem) pau-para-toda-obra”. [Observação minha: o provérbio completo é “Jack of all trades, master of none” “Pau para toda obra, mestre de nenhuma”] – Crackerjack estreou na língua inglesa pela primeira vez como um substantivo referindo-se a “uma pessoa ou coisa de acentuada excelência”, em seguida, como adjetivo. Cracker Jack era também uma guloseima, um lanche de pipoca e amendoim cristalizado. Essa marca registrada remonta a 1890.”

Então, antes de sair “ensinando” que cesariana veio de Júlio César e que forró veio de “for all”, é bom pesquisar essas palavras em fontes confiáveis, não em qualquer Yahoo Answers da vida. Ósculos e amplexos aos craques dos meus queridos leitores.

 

O único adversário

Este texto é do meu colega, Yalli Rauber Von Gilsa

Algumas atrizes se acomodam quando não estão escaladas para nenhuma novela. Atletas no banco de reserva tendem a despreocupar-se em relação ao seu preparo físico e mental e, ao ganhar uma oportunidade, não estão preparados.

O campeão é aquele que mantém o gás mesmo quando os resultados não são os esperados. Eles criam objetivos e não deixam que derrotas provisórias abalem a sua fé na vitória.

É na fase de desemprego que o verdadeiro campeão prepara a sua guinada definitiva. Em momentos de crise pessoal, o autêntico profissional analisa as novas oportunidades, revoluciona sua carreira e mergulha de cabeça numa nova decisão.

Ninguém entra em crise por vontade própria: o governo desvaloriza o real, a empresa decide fechar a fábrica na qual você trabalha, a sua mulher (ou marido) decide abandonar o casamento… Crises fazem parte da vida. É a sua atitude diante dos problemas que determinará a saída. Os perdedores se sentem vítimas do destino e transformam sua dor em ressentimento. Os vencedores aproveitam os problemas para mudar a vida para melhor.

No último campeonato de Roland Garros, ao ganhar por 3 sets a 2, André Agassi, que estava perdendo por 2 a 0, fez o seguinte comentário: “O maior trabalho que tive durante a partida foi me tirar da minha distração. Os dois primeiros sets eu perdi para mim, para a minha insegurança. Quando voltei a me concentrar no jogo, as coisas deram certo”.

O único adversário que vale a pena enfrentar está dentro da gente.

Lições de Direito

Era uma vez dois irmãos. Certo Natal, ao abrirem seus presentes, um havia ganho uma bicicleta Schwinn, linda, de dez marchas, moderna e sofisticada. O outro, ao abrir a decorada caixa que recebera, deparou-se com um monte de fezes de cavalo. Disse então o pessimista:

– Viu? Ninguém gosta de mim. Mais cedo ou mais tarde, vou cair e quebrar a cabeca com essa bicicleta que corre tanto…

Entrementes, o otimista já saíra correndo para a rua, disparado, gritando:

– Cadê meu cavalinho? Cadê meu cavalinho que ganhei de Natal?

Desde que me conheço por gente procuro meu cavalinho.

Sou um otimista.

Não é fácil ser otimista (ia escrever “não é fácil sê-lo”, mas tem muito no correio ;-).

Quando olhamos para nossos governantes, o fácil é acreditar que vamos cair da bike e quebrar a cabeça. Mas, leciono para jovens em formação, de 15, 16 anos. E, quando não estão olhando para as telinhas de seus stupidphones, vejo muitas possibilidades de melhoras em seus olhos.

Leciono também para graduandos de Direito (a maioria no nono – penúltimo – período) da Faculdade Avantis, aqui em Balneário Camboriú, onde resido. Esses, sem faixa etária definida. Há os que estão na casa dos 20, dos 30, 40, 50, 60…

O que eu mais curto nessa turma é a diversidade. Tem quase de tudo: temos policiais, cabelereira, avós e avôs, mães e pais, solteiras e solteiros, noivas e noivos, casadas e casados, corretores, estagiários, diaristas, lojistas… (Não temos, entretanto, representantes da raça negra nem de opções sexuais ou religiosas menos costumeiras.) Enfim, um grupo deveras interessante.

Como parte de nosso conteúdo programático, procuramos nutrir suas habilidades e competências atinentes à oratória. Para esse fim, os acadêmicos fazem apresentações curtas, de 3 a 5 minutos, sobre temas que os empolgam.

Em nosso último encontro, tivemos apresentações magníficas. Ri, chorei, vibrei com meus alunos.

Chorei com a mãe que disse, e mostrou, em powerpoint!, que o aquilo que mais a empolga nesse mundo não são sapatos novos, e sim seu filhinho (fofo como um personagem de desenho animado da Disney).

Ri muito com o colega que disse ser especialista em fracasso. Creio que todos concordamos que sua apresentação, paradoxalmente, foi um indisputado sucesso.

Vibrei com a colega que era diarista e presa a um casamento fracassado, que superou tudo e está se formando advogada!

E, o mais importante – refletindo que muitos desses acadêmicos serão promotores, advogados, juízes, vereadores, deputados, senadores e até, quem sabe, presidente – renovei meu combalido otimismo.

Se tivermos mais pessoas do calibre e da fortidão moral desses meus alunos capitaneando nossas instituições, o Brasil não só superará a crise, como também ocupará a posição que todos sabemos deveria ocupar, a de um líder mundial.

Bom humor faz bem à saude – A Graça na Escola

Parca meia dúzia de gatos pingados (chovia) compareceu ao enterro de Bentinho, vulgo Dom Casmurro. Criatura ensimesmada, carrancuda e mal-humorada, era sócio remido da tribo dos Sorumbáticos e membro vitalício da academia dos Macambúzios.

Um professor hábil deve seguir carreira diametralmente oposta à do triste Dom Casmurro. Como dizia o anúncio da Brahma: “Mau humor faz mal à saúde.”  E a um relacionamento interpessoal sadio também. Uma pitada – talvez até uma boa dose – de bom humor deve ser ingrediente indispensável para uma aula bem sucedida e agradável.

Todos se sentem mais à vontade numa sala de aula onde o professor sabe apreciar – e rir de – uma brincadeira oportuna, mesmo quando o assunto da aula é sério e principalmente quando a segunda-feira é fria e chuvosa.

O humor é uma das mais democráticas manifestações humanas. Quando uma sala de aula ri em uníssono, desaparecem, como por mágica, todas as cercas sociais e muros psicológicos que separam alunos e professores: não mais mestres e discípulos, sábios e ignorantes, sacerdotes do saber e fiéis devotos, ricos e pobres, jovens e velhos, homens e mulheres – apenas seres humanos se divertindo juntos.

O professor, ao injetar humor oportuno e sadio em suas aulas, abre no espírito de seus alunos brechas por onde maravilhas escapam: motivação, prazer de aprender, criatividade, companheirismo, alegria e muitas outras; pois o humor desmistifica todas as coisas e as escolas, em grande parte, sofrem por estarem entronizadas e isoladas. O humor escancara as portas que aos comodistas e complacentes aprazeria continuarem trancadas, cobertas de pó e teias de aranha. O humor ventila o ar viciado do formalismo, do academicismo e do pensamento abafado.

Sem humor não há solução. Professor, ria para e com os alunos; sua tarefa, e a deles, se tornará mais prazerosa e produtiva – e isso não é brincadeira. Quem ri, ri melhor.

A Salvação da Lavoura

Lançado há quatro meses, o PocketPoints está sendo usado em seis faculdades e cinco escolas de ensino médio. Cerca de 100 estabelecimentos, incluindo restaurantes fast-food e pizzarias estão cadastrados no app. “É uma ação de ganha-ganha”, disse ao FastCo um dos desenvolvedores do aplicativo, Rob Richardson.
“Os estudantes podem melhorar seus rendimentos, já que eles não usam seus celulares e o comércio ganha mais clientes”. Os produtos oferecidos nos estabelecimentos participantes custam entre cinco e 70 pontos. Por exemplo, 25 pontos podem render um bolinho, um café ou um sorvete.
Richardson afirma vislumbrar outros usos. Professores poderiam recompensar alunos usando o aplicativo para conferir o percentual de presença nas aulas. Ou ainda serem utilizados em outros locais onde se deve usar o aparelho celular de forma mais comedida, como em restaurantes. “Nós não somos antitecnologia, nós só estamos explorando formas de manter as pessoas longe de seus telefones quando elas não devem estar neles. Não apenas nas salas de aula. Este foi apenas um começo”, disse Richardson.
Disponível em: CELULAR+DURANTE+A+AULA>. Acesso em: 2 mar. 2016