Word!

Se pudesses voltar 10, 20 anos ao passado, o que farias diferente?

Eu teria investido mais em ferramentas e na minha formação.

Quando se aprende tudo sozinho, gasta-se muito tempo. Por exemplo, comecei a usar o Word há muitos anos (mais de 30) e só recentemente aprendi alguns recursos de edição e revisão que ele tem, ao começar a revisar traduções e livros.

Se tivesse feito um curso de Word quando comecei, teria economizado horas buscando funcionalidades, fazendo manualmente o que o Word faz automaticamente, etc.

Creio que apenas um exemplo basta: já recebeu um texto todo em maiúsculas e teve que redigitar tudo? Eu já. Muitas vezes, até que um abnegado colega catarina me disse: “Cortiano, tás tolo? Aperte shift F3.”
Gente! Olha só: ESTE TEXTO ESTÁ EM MAIÚSCULAS, seleciona o texto + shift F3 = este texto está em maiúsculas; e se der outro shift F3 = Este Texto Está Em Maiúsculas.

Outro dia estava editando legendas para o filme ‘Beneath the Planet of the Apes’, que ia ser relançado em Mobile TV format. As legendas todas entravam depois que o personagem começava a falar. Se eu já não tivesse sofrido a traumática experiência shiftf3, talvez começasse a diminuir o tempo de entrada de cada uma das 600 legendas manualmente. Instead, o que eu fiz foi ligar para minha mestra Nathalia:
– Nati, dá pra corrigir o tempo de entrada de todas as legendas de uma só vez no Subtitle Workshop?
– Dá sim, Corti. Vai no Edit / Timings / Set delay.
– Muito obrigado, Nati, you’re a lifesaver!

E esta, meus queridos colegas, é a lição de hoje: aprender a usar os instrumentos a nossa disposição. Isso não só economiza (MUITO) tempo como melhora a qualidade final do trabalho.

PS. Para quem quer otimizar o uso do Word, recomendo o artigo Keyboard Shortcuts for Windows and Word for Translators, de Spiros Doikas, www.translatorscafe.com/cafe/article27.htm
Neste inspirado e acessível artigo, o linguista advoga uma estratégia brilhante, a de esquecer o mouse! Não perca.

NB. Word! (or Word Up!) in slang, means, “right”, “correct” or “Well said!”.

Anúncios

A simplicidade é o último grau de sofisticação

Este título-epígrafe é uma citação de um dos maiores gênios que a humanidade já teve (ou terá), Leonardo da Vinci.
Meus alunos, na maioria adolescentes entre 15 e 18 anos, nunca ouviram falar em um comediante que fazia filmes muito simples e engraçados. Seu nome era Mazzaropi. Um sofisticado nome italiano para um jeca, um caipira que representou Pedro Malas-artes e Jeca Tatu no cinema. Morou em minha cidade natal, Curitiba, quando criança! Por apenas três meses, mas, talvez eu tenha brincado nas mesmas ruas que brinquei. Talvez tenha jogado futebol de pelada nos mesmos campinhos em que joguei… Me dá um frisson pensar nisso!

O carro dos pesadelos

Ontem, caminhando pela rua do expresso aqui perto de casa (Padre Anchieta), descobri que o carro dos sonhos é uma perua (pensava que era uma combi), dirigido por uma perua (achava que era aquele cara que fala ‘É o carro dos sonhos que está passando…). Fiquei com dó da guria. Já pensou? Nos 30 minutos que ouço aquela lenga-lenga da minha janela no nono andar já fico com vontade de jogar uma granada no carro dos sonhos, imagina ela, DENTRO DELE!, ouvindo aquilo todo dia! É desumano! Quase comprei, pela primeira e última vez na vida, um sonho alfa!