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Craque mesmo é quem pesquisa

Etimologia é o estudo da verdadeira origem das palavras, não de historinhas bonitinhas e falsas.

É muito fácil dar a etimologia (origem, do grego “etimon” verdade, e “logia” estudo) de uma palavra. Fácil, falso e errado. Se você tiver a pachorra de ir procurar a origem de “craque” (no sentido que é usado em futebol, um exímio desportista e em geral, como alguém muito capaz), por exemplo, vai encontrar até galvões buenos (mas, na etimologia, muy malos) da vida escrevendo coisas como

“Quando as pessoas perceberam que haviam jogadores de futebol que faziam coisas incríveis em campo, precisavam de um adjetivo para se referir a esses jogadores. O que esses jogadores faziam era INCRÍVEL, assim como uma certa ‘pedrinha’ que as pessoas usavam que proporcionava uma sensação que também era INCRÍVEL. Então as pessoas fizeram essa associação, o jogador INCRÍVEL assim como o prazer INCRÍVEL da ‘pedrinha’ FONTE: Quem me contou foi o pescador / Galvão Bueno O Mais Clubista e Fanático”

Ou

“Craque, No turfe, os ingleses chamavam o melhor cavalo do páreo de crack-horse. O futebol copiou o termo e passou a designar de crack os melhores jogadores. Fonte(s):http://blog.tribunadonorte.com.br/ricard…”

Mas, se você resolver não dar ouvidos a anedotas bonitinhas (e erradinhas) e pesquisar em fontes confiáveis, como webster.com, chegará ao “etimon”.

Did You Know?

The late 19th-century pairing of crack and jack to form crackerjack topped off a long history for those words. Cracker is an elongation of crack, an adjective meaning “expert” or “superior” that dates from the 18th century. Prior to that, crack was a noun meaning “something superior” and a verb meaning “to boast.” (The verb use evolved from the expression “to crack a boast,” which came from the sense of crack meaning “to make a loud sharp sound.”) Jack has been used for “man” since the mid-1500s, as in “jack-of-all-trades.” Crackerjack entered English first as a noun referring to “a person or thing of marked excellence,” then as an adjective. You may also know Cracker Jack as a snack of candied popcorn and peanuts. That trademarked name dates from the 1890s.

Para os lusófonos:

Você sabia?

O final do século 19 nos trouxe a junção de crack e jack para formar crackerjack, completando a longa história dessas palavras. Cracker é um alongamento de crack, um adjetivo que significa “experto, perito” ou “superior”, datando do século XVIII. Antes disso, crack era um substantivo significando “algo superior” e um verbo, “vangloriar-se” (O uso verbo evoluiu a partir da expressão “estalar um orgulho”, que veio do sentido de crack de “produzir um som agudo e alto – um estalido.” ) Jack tem sido usada para “homem” desde meados dos anos 1500, como em “jack-of-all-trades” – “(homem) pau-para-toda-obra”. [Observação minha: o provérbio completo é “Jack of all trades, master of none” “Pau para toda obra, mestre de nenhuma”] – Crackerjack estreou na língua inglesa pela primeira vez como um substantivo referindo-se a “uma pessoa ou coisa de acentuada excelência”, em seguida, como adjetivo. Cracker Jack era também uma guloseima, um lanche de pipoca e amendoim cristalizado. Essa marca registrada remonta a 1890.”

Então, antes de sair “ensinando” que cesariana veio de Júlio César e que forró veio de “for all”, é bom pesquisar essas palavras em fontes confiáveis, não em qualquer Yahoo Answers da vida. Ósculos e amplexos aos craques dos meus queridos leitores.

 

Por Edson José Cortiano

Who am I?
I don’t really know, but there are some things I can tell you about myself: my name, for instance. I’m Edson José Cortiano. I am 65 years of biological age (though I’m much younger/older spiritually) I live in the capital city Curitiba, in the state of Paraná, in the south of Brazil.

I am the proud father of a beautiful, wonderful, very bright woman called Lícia Brassac Cortiano (whom I call Lika), who’s a psychologist. When she was a teen, Lika would read Harry Potter to me, in English, making different voices for the different characters (I especially loved her Dumbledore). It was the best Harry Potter ever!

Professionally, I’m a teacher, translator, author and some people (very good friends of mine ;-) consider me an artist. I draw cartoons and comic strips, photograph, paint, illustrate books and write. I’m interested in improving myself and others physically, intellectually and spiritually. I’m into meditation, lucid dreaming, IF and moving (walking, mainly, but also wearing leg weights, bar and hand barbells).

I love nature, animals and plants, waterfalls, moonlit / starry nights, clouds, trees, grass, dogs, birds, cats – all cats, but especially my cats, Alien, Dorah and Ruby (they are my daughter’s, really) – horses ... even people ;-)

I don’t love stupidity, injustice, waste, pollution, materialism, prejudice, carnival, reality shows, people who do not clean up after their dogs, crowded places, especially supermarkets and buses and the VW van that sells donuts on my street, blaring ‘whipped cream filled donuts’, ‘crème filled donuts’ ... out of the very loud loudspeakers.

I love reading horror, poetry and comics. I write short stories, articles, plots for my comic strips (Espherozoa, The Philosopher, Chico Mate) and poems.

I love playing chess, cards and games such as the ones at Lumosity. On TV (actually, I don’t own a TV set), I only watch series and documentaries, especially on Netflix. Some of my preferences: Chasing Coral (I cried), Moving Art, Loving Vincent, The Handmaid’s Tale, Young Sheldon, Community, Modern Family, Frasier, etc.
I also love listening to podcasts. Some of my favorites are 10% Happier with Dan Harris, Lucid or Bust, Sleep Whispers, The Science of Happiness, The Intermittent Fasting Podcast, The Slowdown, Grammar Girl, and Word of the Day.

My goals in life are to be a first-class oneironaut, get 1,000 readers for my Facebook group I (heart) English, be a good companion, father, brother, son, friend, neighbor, citizen, human being, animal.

I admire smart, cultured people who are not hung up about to sex, religion, politics, who are open-minded and who appreciate good books, series, podcasts, comics, movies, songs, games, a healthy and delicious meal. You see, I’m an IF’er – one meal a day –, so you’ve got to really appreciate your food and make it count!
I also love chatting, especially live. (or, in these "beaky" times, on the phone or on Skype/Zoom/Google Hangouts...).

What I want from life?
I’ll let Clarice Lispector answer for me. “Freedom isn’t enough,” she writes. “What I want doesn’t have a name yet.”

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