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Lições de Direito

Era uma vez dois irmãos. Certo Natal, ao abrirem seus presentes, um havia ganho uma bicicleta Schwinn, linda, de dez marchas, moderna e sofisticada. O outro, ao abrir a decorada caixa que recebera, deparou-se com um monte de fezes de cavalo. Disse então o pessimista:

– Viu? Ninguém gosta de mim. Mais cedo ou mais tarde, vou cair e quebrar a cabeca com essa bicicleta que corre tanto…

Entrementes, o otimista já saíra correndo para a rua, disparado, gritando:

– Cadê meu cavalinho? Cadê meu cavalinho que ganhei de Natal?

Desde que me conheço por gente procuro meu cavalinho.

Sou um otimista.

Não é fácil ser otimista (ia escrever “não é fácil sê-lo”, mas tem muito no correio ;-).

Quando olhamos para nossos governantes, o fácil é acreditar que vamos cair da bike e quebrar a cabeça. Mas, leciono para jovens em formação, de 15, 16 anos. E, quando não estão olhando para as telinhas de seus stupidphones, vejo muitas possibilidades de melhoras em seus olhos.

Leciono também para graduandos de Direito (a maioria no nono – penúltimo – período) da Faculdade Avantis, aqui em Balneário Camboriú, onde resido. Esses, sem faixa etária definida. Há os que estão na casa dos 20, dos 30, 40, 50, 60…

O que eu mais curto nessa turma é a diversidade. Tem quase de tudo: temos policiais, cabelereira, avós e avôs, mães e pais, solteiras e solteiros, noivas e noivos, casadas e casados, corretores, estagiários, diaristas, lojistas… (Não temos, entretanto, representantes da raça negra nem de opções sexuais ou religiosas menos costumeiras.) Enfim, um grupo deveras interessante.

Como parte de nosso conteúdo programático, procuramos nutrir suas habilidades e competências atinentes à oratória. Para esse fim, os acadêmicos fazem apresentações curtas, de 3 a 5 minutos, sobre temas que os empolgam.

Em nosso último encontro, tivemos apresentações magníficas. Ri, chorei, vibrei com meus alunos.

Chorei com a mãe que disse, e mostrou, em powerpoint!, que o aquilo que mais a empolga nesse mundo não são sapatos novos, e sim seu filhinho (fofo como um personagem de desenho animado da Disney).

Ri muito com o colega que disse ser especialista em fracasso. Creio que todos concordamos que sua apresentação, paradoxalmente, foi um indisputado sucesso.

Vibrei com a colega que era diarista e presa a um casamento fracassado, que superou tudo e está se formando advogada!

E, o mais importante – refletindo que muitos desses acadêmicos serão promotores, advogados, juízes, vereadores, deputados, senadores e até, quem sabe, presidente – renovei meu combalido otimismo.

Se tivermos mais pessoas do calibre e da fortidão moral desses meus alunos capitaneando nossas instituições, o Brasil não só superará a crise, como também ocupará a posição que todos sabemos deveria ocupar, a de um líder mundial.

Por Edson José Cortiano

Who am I?
I don’t really know, but there are some things I can tell you about myself: my name, for instance. I’m Edson José Cortiano. I am 65 years of biological age (though I’m much younger/older spiritually) I live in the capital city Curitiba, in the state of Paraná, in the south of Brazil.

I am the proud father of a beautiful, wonderful, very bright woman called Lícia Brassac Cortiano (whom I call Lika), who’s a psychologist. When she was a teen, Lika would read Harry Potter to me, in English, making different voices for the different characters (I especially loved her Dumbledore). It was the best Harry Potter ever!

Professionally, I’m a teacher, translator, author and some people (very good friends of mine ;-) consider me an artist. I draw cartoons and comic strips, photograph, paint, illustrate books and write. I’m interested in improving myself and others physically, intellectually and spiritually. I’m into meditation, lucid dreaming, IF and moving (walking, mainly, but also wearing leg weights, bar and hand barbells).

I love nature, animals and plants, waterfalls, moonlit / starry nights, clouds, trees, grass, dogs, birds, cats – all cats, but especially my cats, Alien, Dorah and Ruby (they are my daughter’s, really) – horses ... even people ;-)

I don’t love stupidity, injustice, waste, pollution, materialism, prejudice, carnival, reality shows, people who do not clean up after their dogs, crowded places, especially supermarkets and buses and the VW van that sells donuts on my street, blaring ‘whipped cream filled donuts’, ‘crème filled donuts’ ... out of the very loud loudspeakers.

I love reading horror, poetry and comics. I write short stories, articles, plots for my comic strips (Espherozoa, The Philosopher, Chico Mate) and poems.

I love playing chess, cards and games such as the ones at Lumosity. On TV (actually, I don’t own a TV set), I only watch series and documentaries, especially on Netflix. Some of my preferences: Chasing Coral (I cried), Moving Art, Loving Vincent, The Handmaid’s Tale, Young Sheldon, Community, Modern Family, Frasier, etc.
I also love listening to podcasts. Some of my favorites are 10% Happier with Dan Harris, Lucid or Bust, Sleep Whispers, The Science of Happiness, The Intermittent Fasting Podcast, The Slowdown, Grammar Girl, and Word of the Day.

My goals in life are to be a first-class oneironaut, get 1,000 readers for my Facebook group I (heart) English, be a good companion, father, brother, son, friend, neighbor, citizen, human being, animal.

I admire smart, cultured people who are not hung up about to sex, religion, politics, who are open-minded and who appreciate good books, series, podcasts, comics, movies, songs, games, a healthy and delicious meal. You see, I’m an IF’er – one meal a day –, so you’ve got to really appreciate your food and make it count!
I also love chatting, especially live. (or, in these "beaky" times, on the phone or on Skype/Zoom/Google Hangouts...).

What I want from life?
I’ll let Clarice Lispector answer for me. “Freedom isn’t enough,” she writes. “What I want doesn’t have a name yet.”

2 respostas em “Lições de Direito”

Elogios de alguém tão qualificado, ao meu ver, valem mais sim. Evigoram, entusiasmam, fortalecem e motivam. E cá estou eu: mais forte, mais leve e em frente!

Obrigado pelo carinho, Professor!

Yalli, exatamente o mesmo, quanto aos elogios, digo eu. E agradeço principalmente pela inspiração. Muito obrigado. Espero que nossos caminhos se cruzem muitas vezes, embora trilhemos estradas paralelas!

Obrigado por sua avaliação!

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